Opinião: aumento nas mortes de motociclistas em São Paulo (SP) mostra equívocos nas políticas públicas

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Estava mais do que anunciado. A cidade de São Paulo registrou um aumento nas mortes de motociclistas em 2018, comparando com o ano anterior (dados da CET e das Secretarias de Saúde e de Transporte e Mobilidade Urbana).

Uma dessas políticas que, podemos chamar de assassina, foi o aumento das velocidades máximas em algumas vias da cidade, feito na gestão anterior (Doria) e ratificadas pelo atual (Covas).

Aliás, se você anda de moto, sabe que andar a 90-100 km/h na rodovia é diferente de andar a 90 km/h em vias urbanas. Na rodovia você tem muito mais espaço e menos carros, o que dá a sensação de que a velocidade é compatível. Já numa via urbana, mesmo sendo considerada expressa, os obstáculos estão muito mais próximos, há muito mais carros e a sensação é de que a velocidade é muito alta, que qualquer acidente que venha acontecer, será grave e até fatal.

O “remédio” da prefeitura? A proibição de circulação de motos nessas vias onde “a velocidade é alta para este tipo de veículo”, especialmente na pista expressa das marginais Pinheiros e Tietê. Com a finalidade de reduzir esses números, as motos estão proibidas de circular nas referidas marginais (pista expressa) e na central da Marginal Tietê (entre 22h e 05h).

Sabemos que há imprudência de motociclistas, mas há também de motoristas e pedestres. O uso do celular enquanto se dirige é um dos fatores que fazem os motoristas os principais causadores dos acidentes que envolvem os motociclistas.

Na nossa opinião, as políticas públicas para esse assunto deveriam ser orientadas à vida, investindo mais em educação tanto de motociclistas como motoristas, ciclistas e pedestres, e trazendo os limites de velocidades nos perímetros urbanos para uma faixa mais segura, além de investir em sinalização e pavimento.

Portanto, ao invés de proibir, devemos educar e que sejamos humildes e prudentes, mantendo uma velocidade compatível e segura, tanto através de políticas públicas de segurança viária e mobilidade, quanto por consciência própria. A vida é uma só, não há segunda chance.

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